III Simpósio de História e Arte

 A R T E   E   V I O L Ê N C I A   |   12 a 14 de setembro de 2018

 

núcleo

de artes

visuais

 

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PROGRAMAÇÃO 

 

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12 DE SETEMBRO DE 2018 | QUARTA

 

Credenciamento – 14h às 19h

 

19h - Abertura Oficial do Evento e Conferência inaugural

Constelación de violencias: momentos de perpetración de la Shoah

Palestrante: Anacleto Ferrer (Universidade de Valência, Espanha)

 

En mi intervención relacionaré, a partir de los conceptos benjaminianos de “constelación” y de “imagen dialéctica”, cuatro series de imágenes de la Shoah, estableciendo un hijo rojo que las hilvane e ilumine recíprocamente a unas con otras: Transporte: Aufschub, de Harun Farocki; Selección: Album de Auschwitz, también conocido como de Lilly Jakobs; Cámara: Cuatro fotos de Auschwitz, a las que Georges Didi-Huberman dedicó su ensayo Imágenes pese a todo; Descanso: Das Höcker-Album

 

Moderação: Rosane Kaminski (DEHIS/ UFPR)

 

 

13 DE SETEMBRO DE 2018 | QUINTA

 

14h - Mesa 1

A palavra traumática

 

"A humanidade incômoda: Arte e resistência em tempos infernais"

Palestrante: Eduardo Pellejero (UFRN)

 

Brice Parain dizia que a guerra, de forma terrível e paradoxal, dera valor à vida e recordara aos homens que não podem perder um só instante, mas também incubara neles uma desconfiança em relação à linguagem nunca antes imaginada. A mesma desconfiança contagiara as imagens de uma irrealidade nauseabunda, colocando em causa o valor que ainda podiam chegar a ter para a humanidade. De todos os modos, nos campos e nas prisões, no exílio e nas trincheiras, a arte soube partilhar as privações do quotidiano, passando a ser tão importante muitas vezes como alimentar-se e se aquecer, recuperando em certo modo a sua antiga função catártica. E nas sombras cuidou das palavras e das imagens, da sensibilidade e da imaginação, da precária humanidade do animal humano. O presente trabalho pretende refletir sobre o que dão a pensar essas imagens nas quais a arte oferece a última resistência possível.

 

"Limiar e violência em João Gilberto Noll, Tata Amaral e Toni Venturi"

Palestrante: Jaime Ginzburg (USP)

 

O objetivo da apresentação consiste em refletir sobre elementos de indeterminação nas construções formais de Acenos e afagos, romance de João Gilberto Noll, Hoje, filme de Tata Amaral, e Estamos juntos, filme de Toni Venturi. A hipótese de trabalho consiste em que, nessas obras, caracterizadas pela presença de violência, os processos de construção de personagens principais são marcados por situações limiares – entre a vida e a morte, entre o passado e o presente, entre gêneros e orientações sexuais. Imagens de limiares, em alguns casos, desafiam convenções de forma e estilo, e sua visibilidade se constitui, para usar termos de Theodor Adorno, através de antagonismos formais.

 

Moderação: Clóvis Gruner (DEHIS/UFPR)

 

 

19h - Mesa 2

Imagens da urgência

Exibição do filme “Era o Hotel Cambridge” (Eliane Caffé, 2016), seguida de debate com Carmem Silva (Líder da FLM - SP)

Moderação: Luiz Carlos Sereza (UTP)

 

 

14 DE SETEMBRO DE 2018 | SEXTA

 

14h - Mesa 3

Torção do real

 

"O testemunho impossível: entre as imagens e as palavras"

Palestrante: Maria Angélica Melendi de Biasizzo (UFMG)

 

A partir de fotos encontradas nas últimas décadas, nos Estados Unidos e no México, procura-se refletir sobre os testemunhos do terrorismo de estado na América Latina. Fotos forenses extraviadas, arquivos escamoteados, romances, livros de artista, livros de denúncia, notícias perdidas na crônica policial deixam, se bem interpretados, rastros da desaparição e o assassinato de milhares. Enquanto os rostos e os nomes apagam-se cada vez mais, enquanto os fotógrafos já quase não podem fotografar as feições do horror, as imagens da arte do passado retornam ao presente: santos martirizados, combatentes caídos, massacres. Quem testemunha pelos mortos e como?

 

"Performance e violência: de Agamben a Marina Abramovic"

Palestrante: Peter Pál Pelbart (PUC-SP)

 

A partir de um texto de Agamben sobre performance, trata-se de pensar as relações possíveis com a obra de Marina Abramovic em torno da violência histórica.

 

Moderação: Artur Freitas (UNESPAR)

 

 

19h - Conferência de Encerramento

Anarquía de los sentidos: arte, violencia y destrucción

Palestrante: Sergio Villalobos Ruminott (Universidade de Michigan, EUA)

 

El título de mi presentación es “Anarquía de los sentidos: arte, violencia, destrucción”, intento establecer un vínculo entre el anarquismo ontológico de Reiner Schürmann y la teoría e historia del arte, poniendo en cuestión el presupuesto de un sujeto estético organizado según una economía facultativa que remite a una determinada concepción de la razón y del juicio. Sin embargo, no me centraré en los aspectos filosóficos o conceptuales acotados, sino en las dinámicas de imaginación artísticas como ejemplo de una desarticulación entre arte, historia y representación, a propósito de los efectos del neoliberalismo y su violencia devastadora en América Latina: ejemplos de México, Colombia, Argentina, Guatemala y Chile.

 

Moderação: Vinícius Honesko (DEHIS/UFPR)

 

 

 

 

 

O QUÊ?

 

III Simpósio de História e Arte, com o tema "Arte e  violência".

 

QUANDO?

 

12 a 14 de setembro de 2018.

 

ONDE?

 

UFPR, Auditório do DECOM, Curitiba-PR, Rua Bom Jesus, 650, Juvevê, Curitiba, PR

 

REALIZAÇÃO

 

Grupo de pesquisa: Núcleo de Artes Visuais - NAVIS (CNPq)

 

Linha de Pesquisa: Arte, Memória e Narrativa, Programa de Pós-Graduação em História – PPGHIS/UFPR

 

APOIO

 

CAPES, PPGHIS, DEHIS-UFPR, Setor de Humanas da UFPR, DEARTES-UFPR, Setor de Artes, Comunicação e Design da UFPR

 

CONTATO:

 

arteeviolenciainscricoes@gmail.com